O QUE É SPDA E COMO ESCOLHER O MELHOR TIPO DE PROTEÇÃO CONTRA RAIOS PARA A SUA EMPRESA?

O que é SPDA

O Brasil é o líder mundial em incidência de raios. Por isso, é extremamente importante entender o que é SPDA –   Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas –como ele funciona e quais são os tipos de sistemas disponíveis para proteger sua empresa, indústria ou prédio residencial.

De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), são 78 milhões de descargas atmosféricas anuais no nosso país.

Esse número tão alto de raios é um risco para as pessoas e para os edifícios onde estão instalados condomínios, indústrias e empresas.

Se sua empresa não tiver um SPDA, os danos causados por raios podem ser catastróficos. O que pode acontecer?

Quando as descargas atmosféricas atingem edificações sem a proteção de um SPDA, elas interrompem o fornecimento de energia, telefonia e comunicação de dados.

Paralisam, portanto, as operações de TI corporativas, impedindo o acesso a programas e plataformas de gestão.

Também podem danificar severamente máquinas e equipamentos eletrônicos, provocar incêndios e causar danos à estrutura da edificação.

Para ajudar você a proteger seu negócio contra esses efeitos nocivos dos raios, preparamos este post com tudo para você entender:

  • O que é SPDA?
  • Como ele protege sua empresa?
  • Quais são os tipos de SPDA que você pode utilizar?
  • Que tipo de edificação é obrigado a instalar um SPDA?
  • Como é feito o laudo de SPDA e para que ele serve?
  • O SPDA precisa de inspeções após a instalação?

A OMS Engenharia trabalha ativamente nesse segmento do mercado. Por essa razão, vamos compartilhar o conhecimento que adquirimos ao longo de mais de 31 anos protegendo edificações com sistemas tradicionais e modernos de SPDA. Vamos lá?

 

O que é SPDA?

Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas (SPDA) – popularmente conhecido como para-raios – é um sistema de captação e direcionamento de raios que protege pessoas e edificações dos efeitos oriundos de descargas atmosféricas diretas e indiretas.

Basicamente, um SPDA possui três componentes ou “sistemas” que atuam em conjunto para captar e desviar os raios.

1. Captores

Quando um raio atinge diretamente uma edificação, primeiro entram em cena os captores. São os dispositivos que tomam contato com os raios, anteriormente aos demais elementos.

Normalmente são instalados no topo das edificações, alguns metros acima do telhado ou laje.

  • Os para-raios de um SPDA podem ser tradicionais, constituídos de uma ponta metálica – os chamados para-raios de ponta Franklin.
  • Ou modernos, dotados de sensores eletrônicos especiais, como os para-raios ionizantes, que veremos adiante.

 

2. Condutores de Descida

Depois que o raio é “capturado”, os condutores direcionam a corrente da descarga atmosférica para uma “malha de aterramento” instalada no solo.

Esses condutores de descida do raio podem ser feitos de cobre ou alumínio. E, em alguns casos, a própria armação metálica dos pilares e vigas de concreto da edificação podem ser utilizados como condutores. Esses são os chamados “SPDAs estruturais”, que precisam ser previstos já no projeto da edificação.

3. Malha de Aterramento

Por fim, a malha de aterramento faz a dispersão da energia para o solo.

A instalação da malha deve ser muito cuidadosa, exigindo até mesmo estudos da qualidade do solo para avaliar critérios como resistividade, salinidade, umidade e compactação.

Quando a malha de aterramento do SPDA é instalada em um solo com alta resistividade à passagem da corrente, é necessário tratá-lo com eletrólitos que elevam a condutividade.

Juntos, esses três sistemas do SPDA – captores, condutores de descida e malha de aterramento – evitam  que a descarga atmosférica direta espalhe seus efeitos na estrutura e áreas internas da edificação. E, no caso dos SPDAs modernos com para-raios ionizantes, podem proteger até mesmo pátios externos.

O SPDA reduz significativamente os efeitos de uma descarga elétrica sobre o edifício em si, pessoas e sistemas eletrônicos e de comunicação.

Agora que você já sabe o que é SPDA e como o Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas evita que os raios danifiquem sua edificação, confira o que pode acontecer se sua empresa não estiver protegida!

O que acontece se você não tiver um SPDA?

Explicando de modo bem resumido, os raios produzem campos eletromagnéticos de alta intensidade que geram picos de tensão e corrente elétrica em qualquer tipo de estrutura metálica que encontram pelo caminho.

Esses “surtos” se espalham por cabos de redes, cercas ou mesmo pelas armaduras de metal que sustentam as vigas e pilares estruturais das edificações.

E o pior é que esses efeitos da descarga atmosférica se espalham por um raio de até 5 mil metros do ponto de origem, podendo afetar as instalações elétricas de empresas e edificações vizinhas.

Se um raio atingir sua empresa ou edificação e você não tiver um SPDA corretamente instalado, podem ocorrer danos severos, como:

  • Perfurações de chapas metálicas por calor.
  • Derretimento de condutores elétricos.
  • Outro efeito térmico é que combustíveis podem incendiar.
  • O raio pode danificar a infraestrutura física.
  • Campos eletromagnéticos e surtos de corrente afetarão equipamentos, fornecimento de energia e todo o funcionamento da empresa.

Danos à infraestrutura

 
Além de afetar os equipamentos, sensíveis para empresas e indústrias, as descargas elétricas podem ser extremamente graves para a própria estrutura do prédio.

O raio pode romper o concreto e provocar trincas em vigas e pilares, corroendo aço e deteriorando o próprio concreto. Dependendo da gravidade, pode ser perigoso para a estrutura predial.

Por serem muito rápidas e terem o poder de causar ignição, as descargas elétricas podem provocar incêndios quando passam por materiais combustíveis.

Isso pode ocorrer na própria estrutura do edifício ou  começar na vegetação próxima ao prédio e se espalhar.

A importância de um SPDA fica clara nessas situações, mas é ainda mais fundamental na garantia da vida das pessoas. Isso porque um raio produz corrente elétrica de alta intensidade que pode ser fatal para um ser humano.

Mas você pode estar perguntando: todas as edificações precisam ter um SPDA? Confira!

É obrigatório ter um SPDA?

Contar com um SPDA é primordial para edifícios residenciais, comerciais ou industriais. Mais do que isso, a instalação de um SPDA é, em muitas situações, uma questão obrigatória.

De acordo com normas do Corpo de Bombeiros, os edifícios com mais de 30 metros de altura e as instalações comerciais e industriais com mais de 1.500 m² de área construída precisam ter um SPDA.

O SPDA também é uma obrigação em algumas situações específicas, relacionadas à periculosidade do material que é manuseado nas edificações. Os postos de combustível são um exemplo.

Outros tipos de estabelecimentos também precisam ter o sistema, pelas regras dos bombeiros:

  • Edificações em áreas com elevado índice de descarga atmosférica;
  • Instalações isoladas com altura superior a 25 metros;
  • Fábricas de explosivos;
  • Prédios com valor cultural e histórico;
  • Subestações de energia.